terça-feira, 20 de outubro de 2009

COLOCADO PRA FORA
O vereador Willhes G. da Silva (PV) fez com que a reunião do Prefeito e Secretários com a Guarda Municipal se atrasasse cerca de 1 hora. O motivo? Ele não foi convidado e se quisesse participar teria que ter enviado um ofício a Secretaria de Governo antecipadamente para que tivesse o direito de estar lá, ao obter essa resposta do Secretário de Governo Gilmar Mazzeto, o vereador lhe disse: “a diferença é que eu fui eleito pelo povo e o senhor é cargo de confiança”.
Em uma administração que disse prezar pela transparência, muitas coisas não estão tão transparentes assim.
O interessante é que essa informação nos chegou não pela boca do vereador (que depois nos confirmou o fato), mas sim por funcionários dessa administração. E há essas horas já estão espalhadas pelos quatro cantos da cidade.


AMIGOS ATÉ QUE A POLÍTICA NOS SEPARE
Nos bastidores políticos o que mais se fala é que esse vereador é inimigo daquele, que aquele Secretário não gosta de tal vereador, que aquele órgão de imprensa protege esse ou aquele secretário, vereador ou até mesmo o prefeito.
O mais engraçado é que tudo parece verdade, todos se dizem inimigos e plantam notinhas na mídia para “dedurar” uns aos outros. Aí quando chega o final de semana, estão todos juntos tomando uma cervejinha, passeando a cavalo em meios a sorrisos.
Como a política nos engana. Onde estão os nossos líderes éticos e morais, que querem fazer um governo para o povo, que desejam o bem estar dos outros? Não adianta tentarem nos enganar indo as igrejas, carregar criancinhas no colo, beijar e cumprimentar os idosos.
Um dia a casa cai. Mas o melhor de tudo é que temos a certeza que o privilégio do sono dos justos é de poucos.

NOVO CANDIDATO?
Está circulando nos bastidores que dois membros do Executivo, estão fazendo negociações com um empresário jovem de uma cidade vizinha, para que o mesmo saia como candidato a Deputado. Dizem que o interesse é tirar a maior parte dos votos do candidato do PV Ângelo Nucci. As informações é que como Ângelo estaria se antecipando também e iniciando sua campanha mais cedo, o mesmo pode conseguir novos aliados, já que muitos estão descontentes com a atual administração e desta vez a oposição pode ser bem maior do que se espera. Desta forma, talvez acreditem que o novo faça a diferença.
O povo já não é mais tão ingênuo ao ponto de se deixar levar só por uma carinha bonita e por propostas que não sejam o bem estar social das pessoas: casa, comida, trabalho, saúde e lazer.

NOVAS LIDERANÇAS
É com muita alegria que podemos anunciar que uma nova liderança está nascendo em Salto. Um movimento que iniciou com alguns anseios de construir uma sociedade mais justa e humanitária. A percepção de que em Salto não temos lideranças políticas femininas motivou o grupo a encontrar uma alternativa para despertar o interesse da mulher pela participação ativa na política local, em conhecer como funcionam as políticas públicas e os direitos das mulheres mães, trabalhadoras, profissionais, muitas vezes esquecidos, da discriminação nas delegacias quando as mesmas são agredidas por seus companheiros ou até mesmo em seus lugares de trabalho. A deixar que sejamos subjugadas pelo sexo masculinos achando que somos frágeis e ao sinal de qualquer ameaça podemos recuar. Não queremos um grupo que separe os sexos, mas que mostre que mulheres e homens têm que caminhar juntos, assim como qualquer pessoa independente de raça, credo ou partido político.
Os comentários já estão saindo das quatro paredes e dentro em breve você mulher que deseja ser um diferencial em sua comunidade, na nossa Salto, poderá se juntar a nós e trazer a líder mulher, humana e cheia de sensibilidade às necessidades dos que realmente precisam da nossa ajuda. Aguardem...
“NEGRINHOS DE CHINELO”
Se tivéssemos um grupo forte de Afro-descendentes em Salto com certeza alguém iria levar um processo ao ouvir essas palavras que chocaram os presentes na última sessão da Câmara, nessa terça-feira. O vereador Milton no momento de seu pronunciamento na tribuna disse que as pessoas humildes não estão tendo acesso ao novo Teatro (CEC), pois os ingressos são caros e quase não há peças gratuitas, os espetáculos que vem de fora custam em média R$ 40 reais e não é acessível aos mais pobres. Milton disse que no dia da inauguração o prefeito Geraldo Garcia ao ser questionado por outro vereador se os pobres também teriam acesso ao teatro, Geraldo respondeu que “negrinhos de chinelo freqüentariam o teatro”. No mínimo foi uma forma grosseira a resposta dada ao vereador, que na tribuna não foi revelada sua identidade. Ao entrarmos em contato com o vereador Milton ele nos informou que o colega que fez a pergunta foi o vereador Luiz Carlos Batista e que este não teria o menor problema em assumir que isso foi dito a ele.
Parece que muita gente na administração anda meio nervoso.
Também com tantas denúncias e manchetes negativas nos jornais, não poderíamos esperar outra coisa.
Como diz o velho ditado: Quem tem... tem medo!
DE OLHO NA CÂMARA

SEGREDO DE JUSTIÇA
Não é mais segredo que tramita na Promotoria local um inquérito de investigação sobre a falta de licitação na contratação de transporte urbano, firmado entre a prefeitura municipal e a empresa Auto Ônibus Nardelli.
Apesar de ser uma empresa que presta serviço público e pago com o dinheiro de todos os cidadãos saltenses, a justiça local a pedido de uma das partes declarou Segredo de Justiça e nem o denunciante está podendo ter acesso ao processo.
Parece que tem muita informação chegando às mãos da imprensa e de cidadãos cansados de pagar por situações que não são transparentes.

ACORDOS
O vereador Milton Oliveira Silva atacou veementemente o prefeito Geraldo Garcia. Quando foi procurar o prefeito na última semana juntamente com o Dr. Marcílio e não os atendeu, alegando que o prefeito estava bravo e estressado. “Se ele não atende o vereador, quem ele vai atender? O prefeito chega 7:30h da manhã, sabemos que a prefeitura abre às 8h, ele chega mais cedo para se esconder do povo”... Nesse momento ele não precisa do povo, mas o ano que vem vai estar tomando café no pinico na casa dos mais humildes porque ele precisa de votos para os deputados que ele está apoiando”.
Parece que o vereador está bastante descontente com o executivo.

CRITÍCAS A IMPRENSA
O vereador Milton não deixou passar as críticas que recebeu de um jornal local no qual são publicados os atos oficiais do município: “eu vou votar sempre em benefício do povo... eu não recebo 500 mil reais por ano, por isso que eles estão defendendo, porque a prefeitura derrama uma enxurrada de dinheiro neste jornal”.
Os ânimos têm esquentado novamente nas últimas sessões, além de Milton outros vereadores tem demonstrado seus descontentamentos com a falta de investimentos em questões sociais e segurança.

EM DEFESA DO EXECUTIVO
O presidente da Câmara Lafaiete Pinheiro dos Santos, ao ser criticado pelo vereado Milton que disse que só o presidente era respeitado pelo executivo porque era amigo dele. Lafaiete enfaticamente afirmou: “eu sou amigo deles mesmo, sou amigo do prefeito e do Gilmar e sempre que precisar defender eles eu vou defender” e criticou a fala do vereador Milton dizendo que com relação ao jornal que publica os atos oficiais, que houve sim uma licitação e que os demais jornais também foram convidados a participar.
Já que o presidente Lafaiete Pinheiro dos Santos não tem real conhecimento dos fatos, vamos esclarecer: em abril de 2009, após 5 anos de renovação de contrato com esse jornal, sem licitação, foi renovado mais uma vez indo para o sexto ano consecutivo e a informação que nos foi dada pela assessoria de imprensa da cidade é que iria ser renovado automaticamente até 2012.
Lembrando que a Lei de Licitações permite até 60 meses (5 anos de renovação, sem licitação) desde que preencha alguns requisitos. E isso também tem que ser revisto.
IMORAL
O vereador Willhes G. Silva (PV) flagrou caminhões das empresas Corpus e Estrutural jogando entulho em um terreno particular no jardim União. Entramos em contato com as empresas e só obtivemos resposta da empresa Corpus que disse que a ordem para jogar o entulho naquele local veio da prefeitura. Ao checarmos algumas informações da empresa Estrutural descobimos que a construtora que já venceu inúmeros processos de licitação editados pela prefeitura municipal de Salto durante os cinco anos do atual governo, a Estrutural tem uma ligação ainda maior com os membros do Executivo local.
Para a campanha eleitoral de 2008 do prefeito Geraldo Garcia, a empresa foi responsável por 31% dos R$ 335 mil gastos na campanha política do ano passado.
De acordo com os números do Tribunal Regional Eleitoral (TER), a Estrutural doou R$ 105 mil para a campanha do grupo liderado pelo prefeito.
A Lei Eleitoral nº 9.504 – 97 no artigo 24 diz que é vedado a partido ou a candidato receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie precedente de: parágrafo III - concessionário ou permissionário de serviço público.
Pode até ser que já tenha prescrevido o prazo para denúncias, mas segundo o vereador a informação vinda do Promotor de Justiça que foi consultado, tudo depende da denúncia e do julgamento do juiz.
Para nós cidadão comum fica o questionamento: por que uma empresa de outra cidade doaria 105 mil para uma campanha a Prefeito?
Pensemos...

Essa semana foram cassados e declarados inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores de São Paulo.

Confira a matéria:
SÃO PAULO - O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Aloisio Sérgio Rezende Silveira, cassou e declarou inelegíveis por três anos um suplente e 13 vereadores de São Paulo, por captação ilícita de recursos. A Câmara tem 55 vereadores.
Em todos os casos, o juiz entendeu que os vereadores receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) acima do limite previsto pela legislação eleitoral. A entidade que diz representar os interesses do setor imobiliário ganhou notoriedade no último pleito por figurar entre os maiores financiadoras de campanha - foram R$ 2,94 milhões apenas a 26 candidatos vitoriosos da capital.
Investigação
Uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE), contudo, apontou que a AIB seria um braço do Secovi (sindicato das imobiliárias e administradoras). A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) saiu no dia 14 mas só foi publicada hoje no 'Diário Oficial do Estado de São Paulo'.
Em 2008, somando as doações aos candidatos derrotados e àqueles que concorreram em outras cidades - 44 políticos no total -, A AIB doou um montante que chega a R$ 4,43 milhões. Como a Lei Eleitoral (9.504/97) limita a doação das entidades a 2% de sua receita no ano anterior, a AIB teria de ter arrecadado no mínimo R$ 325 milhões em 2007, se for levado em consideração os valores doados em 2008. Segundo o MPE, a entidade não mostrou ter essa capacidade financeira. A entidade não tem funcionários registrados e a sede, na avenida Brigadeiro Luís Antonio, é um escritório fechado, sem expediente de trabalho. Dois anos antes, em 2006, a AIB já havia caído na malha fina da Receita Federal e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por doações irregulares.
CassadosDe acordo com a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral, foram cassados os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Alberto Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Odone Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Paulo Sérgio Abou Anni (PV), Ricardo Teixeira (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM) e Wadih Mutran (PP).
Foram absolvidos: Antonio Goulart (PMDB), Noemi Nonato (DEM), Floriano Pesaro (PSDB) e Toninho Paiva (PR).
As representações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral, que pediu a revisão da prestação de contas desses vereadores. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

De quem é a culpa?
Engraçado como tudo que acontece acaba sendo culpa da Imprensa. Os políticos, esses, são verdadeiros coitados, não tem culpa, são honestos, lícitos. Quem atrapalha tudo é a democracia que proporciona a imprensa poder para comunicar tudo àquilo que bem deseja, sem que da boca dos políticos tenha saído uma vírgula sequer... É imprensa, a culpa é sua!
Por falar em democracia, por mais que os políticos digam ser favoráveis, no recôndito de seus gabinetes a condenam. A democracia é um estorvo na vida dos políticos. Porque em seu encalço vem algo chamado imprensa, mídia.
Na quinta-feira o colunista Arnaldo Jabor, em seu comentário no Jornal da Globo dizia o seguinte: "A informação atrapalha a devassidão do poder, ninguém pode mais roubar em paz, nem perseguir dissidentes em paz".
No cenário da política nacional isso é uma constante. Políticos que falam demais, depois de lançar a caca no ventilador acabam sempre usando a imprensa como inimiga. A imprensa disse isso, a imprensa disse aquilo, a imprensa destruiu a imagem de tal pessoa. A imprensa, sempre a imprensa.
Na Argentina, por exemplo, a presidente Cristina Kirchner vem criando uma série de sansões para a imprensa, impedindo que o grupo Clarín divulgue irregularidades de seu governo. Não podemos esquecer da barbárie cometida por Hugo Chávez que tirou a concessão de uma emissora de TV, que ia contra seus princípios (?). Censura! Em pleno século XXI.
Fatos comuns do cenário mundial, também são realidade aos órgãos de imprensa local. Engana-se quem não acredita nisso. Para nós, jornais do interior as coerções são piores, afinal, diariamente cruzamos nas ruas com o prefeito, secretários, vereadores e outras fontes.
Recentemente manchetamos: "Prefeito Geraldo Garcia pode ser cassado", bastou isso para nosso jornal receber todas as críticas. Inclusive até uma carta do prefeito, para que apontássemos a informação precisa do procedimento (judicial, policial ou administrativo) que ele estaria sendo investigado, para que pudesse apresentar sua defesa. Mas em nenhum momento o acusamos, e detalhe a palavra pode, indica que o fato pode não acontecer. Se isso irá acontecer, não cabe a imprensa julgar, e sim ao Ministério Público, que vem averiguando possíveis irregularidades no contrato de concessão do transporte público.
Não estamos aqui para julgar ou condenar ninguém, não queremos o papel de Pôncio Pilatos que estão nos dando. Nosso compromisso é com a verdade. Ressaltamos que acompanharemos o processo. E da mesma forma que publicamos uma declaração do vereador que disse que alguns fatos que ocorrem em Salto podem levar a cassação, iremos publicar a decisão do Ministério Público. Torcemos para que o CPF do prefeito continue limpo como sempre foi. E a imprensa cumprindo seu papel como deve ser.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

“Fazer o que é fácil ou o que é correto”

O título acima é uma frase utilizada pelo vereador Otávio Milhares (PDT) logo no começo da atual legislatura e que se tornou bordão do vereador Willhes Silva (PV). No decorrer do editorial dessa semana o leitor entenderá o porquê de seu uso.
O cenário político em Salto, nos últimos meses, tem se mostrado bastante irrequieto devido às eleições de 2010 e já com uma perspectiva para as de 2012, quando definiremos um novo gestor municipal, já que o prefeito Geraldo Garcia não poderá concorrer a uma reeleição, a não ser que a lei eleitoral mude. Vemos articulações entre partidos e grupos políticos da cidade e da região se movimentando para garantir mais quatro anos de poder.
Esse esquentar no caldeirão é mais perceptível nas sessões da Câmara de Vereadores, local em quem um grupo bastante heterogêneo de edis expõe suas idéias e lamentações semanalmente.
Nos últimos meses percebemos que alguns discursos não condizem com a função do vereador, a de fiscalizar as ações do Executivo. Tanto é real o que abordamos aqui, que no mês passado a promotora de Justiça, Dra. Drª Ana Alice Mascarenhas Marques enviou dois ofícios solicitando que o Legislativo cumpra seu papel em casos que estão tramitando no Ministério Público. Um deles seria a falta de estrutura e adequação de espaços públicos para a acessibilidade de portadores de deficiência e o outro no transporte de pacientes a outras cidades da região.
Essa semana o vereador Willhes Gomes da Silva apresentou um oficio com 17 itens para que os vereadores acordem e comecem realmente a fiscalizar os contratos de concessões, as questões ambientais, as questões de obras e suplementações de caixa da Prefeitura, entre tantos outros assuntos de responsabilidade do vereador.
O vereador Divaldo Garotinho disse que Willhes queria que os demais comprassem seu luta, mas cada vereador tem sua causa própria. Cabe nos perguntarmos se as causas comuns, inerentes ao bem estar da população, são inferiores as causas próprias dos vereadores? Será que as informações publicadas pela imprensa local sobre prorrogações de contratos sem a necessidade de se abrir novas licitações, ou o gasto de mais R$ 1 milhão com órgão de imprensa local, entre publicidade e atos oficiais, não merecem a atenção dos vereadores, mesmo que esses sejam da situação.
Questões como a troca de terrenos entre uma empresa privada e o poder público é correto, é legal? O que diz as leis sobre isso?
Mesmo que houvesse um retorno por parte da empresa para o asfaltamento de ruas e construção de posto de saúde, esse dinheiro viria de uma verba conseguida pela deputada Aline Correa. Ou seja, dinheiro público, em miúdos, dinheiro do nosso próprio bolso. Enquanto a empresa mesmo sairá dessa história com os lucros. Detemos-nos muito na aparência da capa do livro e não percebemos que a leitura da obra pode fazer com que enxerguemos que o conteúdo não é tão bom assim.
Está na hora de cobrarmos mais rigor na fiscalização de instrumentos de interesse comum da sociedade, melhor condições de saúde, creches, vagas nas escolas, programas sociais para reduzir o índice de criminalidade no município. Deixar de aceitar o fácil, o superficial e passarmos a fazer o correto.
Só assim, viveremos a democracia. Só assim, seremos respeitados como cidadãos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Falta de Liderança
Atualmente vivemos um período onde a ausência de liderança, principalmente política, está diretamente ligada à instabilidade, a corrupção e o não funcionamento das instituições. Por toda a parte percebemos a escassez de líderes, ou então, a propagação de indivíduos (em posição de liderança) cujos valores são no mínimo questionáveis. Hoje, os nossos líderes são eleitos pelo carisma e não mais pelo compromisso firmado com a população.
Favoritismo e politicagem são problemas que resultam frequentemente da falta de uma postura adequada por parte dos que ocupam uma posição de chefia, que muitas vezes tiram do povo para si e agem sempre com vaidade, mas a falta de participação popular também tem sua parcela, nessa somatória.
Com isso, nos cabe perguntar: será que estamos elegendo conscientemente os nossos governantes? O povo elege seus governantes e tem o direito de que eles o sirvam e os representem. Se isto não acontece, nós eleitores temos o dever de tirá-los do poder, dentro da lei e da ética.
Temos que ter consciência de quem detém o poder tem medo de perdê-lo, e por isso nunca sairão de lá por vontade própria. Tal qual aconteceu com Fernando Collor. Mas para isso, é preciso agir, é preciso participar.
Foi a mobilização estudantil que conseguiu tirar Collor do poder em 1992. Sem essa cobrança por parte da sociedade, o afastamento do ex-presidente provavelmente não teria ocorrido. Precisamos despertar, em nossa sociedade e em nossa cidade, novos líderes e não podemos ficar a mercê da manipulação de grupos políticos.
Quem se preocupa em dar uma formação para seus filhos para serem pessoas melhores conscientes e responsáveis? A maioria das preocupações dos pais se resume ao futuro financeiro de seus filhos. Não se pensa no que os jovens querem ser, mas sim qual profissão pode trazer mais lucro, e é por isso que temos péssimos médicos, péssimos professores, péssimos advogados, juízes, porque eles não estão nessas funções porque acreditam na importância do seu trabalho, não estão preocupados em salvar vidas, não estão preocupados se o bandido estará livre, não exercem suas profissões com amor, mas sim pensando no valor da sua conta bancária.
Com isso, perdemos nossa identidade, perdemos a garra de lutar pelos nossos objetivos e pelos nossos ideais. O consumismo e o desejo de termos a aparência mais bela cega o ser humano que esqueceu que seu papel nessa vida é viver, ter saúde, aproveitar o que nos foi oferecido de graça, como o sol, o lazer, a família, a natureza, a vida.
É preciso que sejamos renovados e é preciso que novos ‘verdadeiros líderes’ apareçam e que o povo não cale somente dentro de si suas verdades, para mudar é preciso ação, atitude e união.